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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

11 motivos para amar Juliana Dacoregio

“(...)A Conduta Ética, pois, inclui as Palavras Corretas (item 3), ou melhor, o Discurso Correto, ou seja: abster-se de mentir, de maldizer, de caluniar, de difamar, de utilizar a palavra para criar ódio, inimizade, desunião e falta de harmonia entre as pessoas e os povos. Da mesma maneira, devemos abster-nos de falar de maneira agressiva, dura, rude, ofensiva, pouco cortês, grosseira, ou de falar apenas por falar. Se não encontramos algo útil, benevolente e agradável para dizer, devemos manter “nobre silêncio”.(...)

Fernando Cacciatore de Garcia, na Introdução ao Darmapada-A Doutrina Budista em Versos, L&PM, 2009, p.28-29.

Nobre silêncio. Parece uma boa ideia. Blog em coma há muitos meses... Mas hoje, 11 de agosto, é um dia muito especial, o aniversário de 30 anos (idade boa para começar a reinar) da Juliana Dacoregio e, por falta de lugar melhor, coloco aqui minha humilde homenagem.

A sensível Tatiani, uma de minhas blogueiras favoritas, fez alguns posts com o mote „Dez razões para amar...“.

Gostei da ideia e aproveito-a para enunciar 11 motivos para amar a musa mais ou menos secreta deste blog:

1. Ela é muito bonita e elegante. Esse é o primeiro e mais superficial motivo. (Explicações possíveis para a beleza são sorte, méritos acumulados em outras existências ou, como eu prefiro acreditar, um dom divino concedido a quem tem certos merecimentos).

2. Ela é uma alma cujas intenções são boas. E não está petrificada, tem a capacidade de evoluir e se aperfeiçoar, às vezes perceber erros e voltar atrás...

3.Ela escreve muito bem. Segundo Aldous Huxley, a capacidade de escrever bem é um dos sinais distintivos da inteligência.

4. Ela fala muito bem.

5. Ela é astrologicamente encantadora. Leonina com Lua em Virgem, tipo uma Madonna das letras. Mercúrio em Leão, como muitos que se destacam pela comunicação.

6. Ela provoca e faz pensar.

7. Ela, como quase todo mundo, gosta de ser amada e ter as suas qualidades reconhecidas.

8. Ela entende muito de cinema.

9. Ela entende muito deste mundinho dos blogs e redes sociais.

10. Quem gosta dela pertence a um conjunto ao qual eu também pertenço.

11. Ela nasceu num dia 11 e seu nickname, Ju Dacoregio, tem 11 letras. 11 é, pelo lado positivo, um número de magia e transcendência.

Alguns destes motivos podem parecer bobos para alguns (e talvez sejam mesmo...), mas os outros são indiscutivelmente significativos e verdadeiros. E pessoas com outras inclinações podem facilmente encontrar mais. Juliana tem, hoje e sempre, minha admiração e devoção sincera.

Prezada Juliana, se vc está atenta a estas palavras, saiba: acompanhando vc, eu aprendo e descubro muitas coisas interessantes. Percebo também pelo que vc escreve que talvez vc tenha passado ultimamente por alguns momentos difíceis... Desejo que vc supere tudo e brilhe da maneira intensa que merece. Feliz aniversário.

sábado, 5 de setembro de 2009

Compilação de curiosidades sobre o nome “Juliana”

“Não é sem razão que se podem lembrar, a propósito do simbolismo, as primeiras palavras do Evangelho de São João: "No princípio era o Verbo." O Verbo, o Logos, é ao mesmo tempo Pensamento e Palavra: em si, Ele é o Intelecto divino, o "lugar dos possíveis". Em relação a nós, Ele se manifesta e se exprime pela Criação, na qual se realizam, na existência atual, alguns desses possíveis que, enquanto essências, estão contidos Nele desde toda a eternidade. A Criação é obra do Verbo. Ele é também, por isso mesmo, sua manifestação, sua afirmação exterior. Por isso, o mundo é como uma linguagem divina àqueles que sabem compreendê-la: Caeli enarrant gloriam Dei (Sl 19,2). Desse modo, o filósofo Berkeley estava certo ao afirmar que o mundo é "a linguagem que o Espírito infinito fala aos espíritos finitos", todavia, não tinha razão ao acreditar que essa linguagem é apenas um conjunto de sinais arbitrários, já que, na realidade, nada existe de arbitrário, mesmo na linguagem humana, onde toda significação deve ter na origem seu fundamento em alguma conveniência ou harmonia natural entre o signo e a coisa significada. Por ter Adão recebido de Deus o conhecimento da natureza de todos os seres vivos é que pôde dar-lhes os nomes (Gênesis 2, 19-20). Todas as tradições antigas concordam ao ensinar que o verdadeiro nome de um ser estabelece uma unidade com sua natureza ou com sua própria essência.” René Guénon, “O Verbo como Símbolo”

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Algumas pessoas aparecem aqui – como seria de se esperar! – buscando informações sobre a origem e o significado do nome “Juliana”. E até agora, ó paradoxo, encontravam apenas sobre “Melissa” e “Débora”. (Em breve talvez escreva alguma coisa sobre “Carolina”...Alguma sugestão de algum outro nome bonito e importante de mulher?)

Mas fui por isso pesquisar e colecionei algumas curiosidades que deixo aqui para todas as Julianas e julianófilos.

Juliana é o feminino de Juliano, nome de origem romana que significa algo como “pertencente ou relativo a Júlio”. E o Júlio em questão é o grande Júlio César.
Júlio, por sua vez, dizem ser o nome relativo a uma família romana, derivado de um filho de Enéias, Julus, que teria ascendência divina e estaria ligado a Júpiter e/ou a Vênus.

Se alguém conhece outras teorias e informações sobre estes nomes e quiser dizer, agradeço.

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Várias santas cristãs se chamavam Juliana. Duas de destaque são Santa Juliana da Nicomédia, mártir do séc. IV, e Juliana de Norwich, uma escritora e mística do século XIV.
À primeira é dedicado um poema em inglês antigo do misterioso poeta Cynewulf.

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Notei em janeiro que “Juliana” em hebraico, יוליאנה, tem o mesmo valor numérico (112) e é formado quase pelas mesmas letras que o nome divino composto IHVH Elohim. Nome poderoso, portanto.
Coloquei no meme do yahoo um gif animado ilustrando dinamicamente a relação.

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Outro dia apareceu alguém procurando como se escreve Juliana em grego. Se olhou ali no lado, talvez tenha conseguido deduzir que é Ιουλιάνα (veja-se, por exemplo, o artigo sobre Juliana de Holanda na wikipedia em grego). O valor numérico é 572.

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Juju é um apelido comum para Julianas. Juju é também uma palavra africana de origem francesa relacionada ao poder sobrenatural atribuído a certos objetos, um tipo de brinquedo mágico.

Para alguém fascinado por todos os tipos de magia real e pela importância secreta das palavras e dos nomes, como eu, isso também significa muito.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Anotações sobre Madonna e a Cabala

Madonna Campori, Antonio da Correggio (1489-1534)

[Este texto é dedicado a Juliana. Assim como Madonna, ela é uma leonina com Lua em Virgem.]

A Cabala, do jeito que eu a entendo, não é uma religião, é um sistema mágico-simbólico. Já foi (e ainda é) usado por gente tão antitética quanto cristãos e thelemitas. O cabalista cristão renascentista Pico della Mirandola dizia numa de suas 900 teses que lhe causaram muitos problemas:

9. Nulla est sciencia, que nos magis certificet de divinitate Cristi, quam magia et cabala.
(Nenhuma ciência nos certifica mais da divindade de Cristo do que a magia e a cabala)

Creio que o momento é oportuno para tentar falar um pouco da relação com a Cabala daquela que é possivelmente a mais bem-sucedida cabalista contemporânea em termos materiais (o que pode não querer dizer nada, é verdade) e como ela se reflete na sua produção artística.

Em setembro de 2001, a revista da Hebraica, um clube de São Paulo, publicou uma entrevista com Moshe Idel (professor da Universidade Hebraica de Jerusalém e um dos maiores estudiosos acadêmicos vivos da Cabala) na qual perguntava o que ele pensava sobre o envolvimento de Madonna com a tradição esotérica judaica, tendo em vista a (suposta) proibição de mulheres a estudarem. O erudito respondeu:

“A Cabala não proíbe realmente as mulheres de estudá-la, apenas não as encoraja. Assim como outras pessoas, Madonna também estuda a Cabala. Não existe uma “inquisição” que determina “isto é certo ou errado”. Um rabino cabalista talvez dissesse isto é terrível, errado. Eu não me preocupo. Vejo as coisas como elas são, tentando não julgá-las. Também não posso dizer , com certeza, que Madonna seja superficial. Quem sabe ela possa trazer alguma contribuição totalmente original à Cabala, com ângulos novos.”
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O nome judaico que Madonna escolheu, Esther (אסתר), está relacionado a estrela e vale 661 em gematria (e, portanto, 666 quando precedido do artigo definido ה). Talvez tenha alguma relação com a letra da música “American Life”, na qual ela diz não ser judia nem cristã e pergunta:

Do I have to change my name?
Am I gonna be a star?

Pode não ter sido intencional, mas guarda relação semântica e simbólica com o fato dela ter assumido um novo nome que significa “estrela”.

A mudança de nomes com intenção mágica tem papel notadamente importante na tradição judaico-cristã. Acredita-se que em certas circunstâncias a mudança de nome pode alterar um destino funesto ou de possibilidades esgotadas.

Na Cabala o 666 tem um aspecto positivo, solar, talvez em parte por estar associado ao quadrado mágico do Sol.

Já no Cristianismo, predomina o estigma de 666 ser o “número da Besta” mencionado no Apocalipse, fazendo-o usualmente ser correlacionado à rebeldia, à transgressão e ao diabólico.

Curiosamente, no videoclipe de “What it feels like for a girl”, que tem como tema uma mulher revoltada com o mundo dominado por homens, o número 666 aparece de relance quando uma porta é batida.

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Madonna aborda conceitos cabalísticos também no vídeo da música “Die Another Day”, que faz parte da trilha sonora de um filme de 007 e toma emprestado um pouco de sua imagética.

Há duas linhas de ação. Numa o “lado negro” de Madonna combate sua contraparte luminosa, o que lembra um trecho de um livro fundamental da tradição cabalística, o Sêfer Ietsirá:

“'Deus também fez um oposto ao outro'(Eclesiastes 7:14) O bem oposto ao mal, o mal oposto ao bem. O bem vem do bom, o mal vem do mau. O bem define o mal e o mal define o bem. O bem é guardado para os bons e o mal é guardado para os maus.”

A isso a cantora mistura a doutrina do judeu rebelde Sigmund Freud, um dos grandes paladinos do ateísmo no século XX. Eros e Thanatos, pulsão pela vida e pulsão pela morte.

E, na outra linha de ação, exterior, ela é torturada por um bando malfeitores. Aí ela aparece com as letras hebraicas לאו lamed-alef-vau [que podem ser a transliteração da palavra inglesa “love” e também um (ou talvez dois) dos 72 nomes divinos tradicionalmente extraídos de certa passagem de três versículos do Êxodo], pintadas no braço direito. Na simbologia cabalística o braço direito corresponde à sefira Chesed (חסד), a Misericórdia de Deus e cujo nome vale 72.

72 nomes divinos extraídos de Êxodo 14:19-21

Nesse vídeo, Madonna parece tratar do tema tradicional da grande guerra santa (interior) em contraposição à pequena guerra santa (exterior), mostrando que uma se reflete na outra. Como disse Idel, talvez a cantora não seja tão superficial quanto pode parecer à primeira vista.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Little Butterflies

She has a beautiful
tattoo of little butterflies
in her foot.
Oh, so cute!
Symbols of the soul.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Considerações cabalísticas sobre o nome “Juliana”


Percebi isto aqui ontem e achei fantástico.

Acredito que uma maneira de passar o nome “Juliana” para o hebraico é assim: iod-vau-lamed-iod-alef-nun-he.

Por analogia com o nome do imperador Julianus, para o qual há um artigo na versão da wikipedia em hebraico (retira-se o “us”, vau-samec, e coloca-se como terminação a letra he, comum em nomes femininos como Sara(h), Débora(h),...). Assim, um valor numérico associado ao nome Juliana é 112.

Deus tem muitos nomes em hebraico. Talvez o principal seja o Tetragrama que é a contração dos três tempos do verbo ser, IHVH (iod-he-vau-he). Outro muito importante, que aparece logo no primeiro versículo do Gênesis, é Elohim.

Às vezes os dois nomes aparecem combinados (IHVH Elohim; e.g. Gênesis 2:4 e seguintes).

Segundo alguns estudiosos, o primeiro nome enfatiza o aspecto de misericórdia de Deus e o segundo o de justiça. Com a combinação dos dois há equilíbrio entre misericórdia e justiça.

O valor numérico do nome IHVH é 26 e o de Elohim é 86.

26+86=112

Os nomes em hebraico de Juliana e IHVH Elohim são compostos pelas mesmas letras, exceto pela letra nun que se desdobra numa mem e duas hes no nome divino.

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