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sábado, 25 de julho de 2009

Luz

A luz, na verdade,
e tudo que importa,
é onda e partícula.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Little Butterflies

She has a beautiful
tattoo of little butterflies
in her foot.
Oh, so cute!
Symbols of the soul.

terça-feira, 14 de abril de 2009

“Olhar a lua por um tempo dá uma paz”...

The purity of the unclouded moon
Has flung its atrowy shaft upon the floor.
Seven centuries have passed and it is pure,
The blood of innocence has left no stain.
There, on blood-saturated ground, have stood
Soldier, assassin, executioner.
Whether for daily pittance or in blind fear
Or out of abstract hatred, and shed blood,
But could not cast a single jet thereon.
Odour of blood on the ancestral stair!
And we that have shed none must gather there
And clamour in drunken frenzy for the moon.

W.B.Yeats, “Blood and the Moon”, III

[A pureza da desanuviada lua
Lançou seu raio atroz[*] sobre o chão.
Sete séculos passaram e está puro,
O sangue da inocência não deixou mancha.
Lá, no solo saturado de sangue, estiveram
Soldado, assassino, executor.
Se pela ninharia diária ou em medo cego
Ou pelo ódio abstrato, e sangue derramado,
Mas não puderam lançar um único jato lá.
Odor de sangue na escada ancestral!
E nós, que nenhum derramamos, devemos nos reunir lá
E clamar em ébrio frenesi para a lua.]

[*]Não sei se atrowy significa atroz. Não consegui descobrir o que significa essa palavra aparentemente rara.

sábado, 28 de março de 2009

Eu, que morri, vivo hoje novamente

Hoje alguém que foi muito importante para mim mas que eu não sei por onde anda há muito tempo está fazendo 30 anos; lendo a Orquídea Negra de Neil Gaiman e Dave McKean, conheci este poema de e.e. cummings que me parece apropriado deixar aqui em homenagem a ela.
Querida A., espero que você esteja bem e tenha conseguido superar tudo que havia de sombrio e negativo na sua vida e na sua alma. Ter conhecido você significou muito para mim. Eu nunca te esqueci e acho que nunca vou esquecer.

******

i thank You God for most this amazing
day:for the leaping greenly spirits of trees
and a blue true dream of sky; and for everything
which is natural which is infinite which is yes

(i who have died am alive again today,
and this is the sun's birthday; this is the birth
day of life and of love and wings: and of the gay
great happening illimitably earth)

how should tasting touching hearing seeing
breathing any--lifted from the no
of all nothing--human merely being
doubt unimaginable You?

(now the ears of my ears awake and
now the eyes of my eyes are opened)


[agradeço a Você, Deus, por este maravilhoso
dia: pelos espíritos verdejantes das árvores
e por um verdadeiro sonho azul de céu; e por tudo
que é natural, que é infinito, que é sim.

(eu, que morri, vivo hoje novamente,
e este é o aniversário do sol; este é o dia
do nascimento da vida e do amor e asas: e do alegre
grande acontecimento ilimitavelmente terra)

como deveria provando, tocando, ouvindo, vendo,
respirando qualquer – levantado do não,
de todo nada – humano meramente sendo
duvidar inimaginável Você?

(agora os ouvidos de meus ouvidos despertam e
agora os olhos de meus olhos são abertos)]

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

A décima sexta canção de Odin

Þat kann ek it sextánda:
ef ek vil ins svinna mans
hafa geð allt ok gaman,
hugi ek hverfi
hvítarmri konu
ok sný ek hennar öllum sefa.
(Hávamál)

domingo, 18 de janeiro de 2009

Pedido a uma Beleza se apagando

Muitos te amam porque tu és uma bela mulher e é fácil te amar assim.

Mas eu acredito que existe algo mais profundo e essencial em ti.

Algo divino, uma beleza que pode perdurar para sempre.

Beleza mais duradoura do que a das estrelas.

Queria que tu não a deixasses morrer.

Não a deixasses se apagar.

[18-jan-MMIX]

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Apologia da Poesia

Whoever, when he dies, leaves on paper a beautiful line of poetry has left the heavens richer and the earth too.” Fernando Pessoa

http://books.google.com.br/books?id=aKSPN3JWMFAC

domingo, 11 de janeiro de 2009

Salmo Segundo

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Uma estrofe de Safo









Safo era considerada por Platão a “Décima Musa”.

O Hino a Afrodite (Fragmento 1) é certamente uma das poesias mais bonitas de todos os tempos.

A situação deplorável do meu coração neste momento me faz entender perfeitamente o sentimento da poetisa.