quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Biblioteca

“A biblioteca é nossa reserva de saber, como um tesouro disponível. Nos sonhos, geralmente a biblioteca faz alusão aos conhecimentos intelectuais, ao saber livresco.
Entretanto, neles depara-se, às vezes, com um vetusto livro de magia, em geral a banhar-se na luz, que simboliza o conhecimento, no sentido pleno do termo, i.e., a experiência vivida e registrada.”
(Chevalier, Jean e Alain Gheerbrant. Dicionário de Símbolos: Mitos, Sonhos, Costumes, Gestos, Formas, Figuras, Cores, Números. Tradução de Vera da Costa e Silva, Raul de Sá Barbosa, Angela Melim e Lúcia Melim. 17a. edição. José Olympio Editora, 2001)

Biblioteca em grego é βιβλιοθήκη.

Meu nome de Deus favorito



O nome hebraico de Deus que eu mais gosto ou me identifico é Shaddai, que geralmente é combinado com El, na forma El Shaddai.
Shaddai é comumente traduzido como Todo-Poderoso, mas etimologicamente parece que ele significa algo como o Devastador, o Dominador.
O valor numérico do nome é 314, assim como o do anjo Metatron, que acredita-se estar a ele ligado.
314 é também o valor de palavras gregas que gosto muito: mágos (mago, que é anagrama de gámos, casamento) e bíblos (livro ou pergaminho de papiros), que é uma forma tradicional de transmissão do conhecimento e da sabedoria.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

A décima sexta canção de Odin

Þat kann ek it sextánda:
ef ek vil ins svinna mans
hafa geð allt ok gaman,
hugi ek hverfi
hvítarmri konu
ok sný ek hennar öllum sefa.
(Hávamál)

sábado, 24 de janeiro de 2009

Considerações cabalísticas sobre o nome “Juliana”


Percebi isto aqui ontem e achei fantástico.

Acredito que uma maneira de passar o nome “Juliana” para o hebraico é assim: iod-vau-lamed-iod-alef-nun-he.

Por analogia com o nome do imperador Julianus, para o qual há um artigo na versão da wikipedia em hebraico (retira-se o “us”, vau-samec, e coloca-se como terminação a letra he, comum em nomes femininos como Sara(h), Débora(h),...). Assim, um valor numérico associado ao nome Juliana é 112.

Deus tem muitos nomes em hebraico. Talvez o principal seja o Tetragrama que é a contração dos três tempos do verbo ser, IHVH (iod-he-vau-he). Outro muito importante, que aparece logo no primeiro versículo do Gênesis, é Elohim.

Às vezes os dois nomes aparecem combinados (IHVH Elohim; e.g. Gênesis 2:4 e seguintes).

Segundo alguns estudiosos, o primeiro nome enfatiza o aspecto de misericórdia de Deus e o segundo o de justiça. Com a combinação dos dois há equilíbrio entre misericórdia e justiça.

O valor numérico do nome IHVH é 26 e o de Elohim é 86.

26+86=112

Os nomes em hebraico de Juliana e IHVH Elohim são compostos pelas mesmas letras, exceto pela letra nun que se desdobra numa mem e duas hes no nome divino.

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Charada cabalística num texto de Guimarães Rosa


“O que é, o que é: que é melhor do que Deus, pior do que o diabo, que a gente morta come, e se a gente viva comer morre?”

(Guimarães Rosa, “Aletria e hermenêutica”, em Tutaméia)

Por falar em riqueza, glória e poder...


Palavras associadas a Apocalipse 5:12

dýnamis – poder 705

ploûtos – riqueza 1150

sophía – sabedoria 781

iskhús – força física 1410

tîmé – honra 358

dóksa – glória 135

eulogía – louvor 519

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Ensinamento de um santo sufi do século XX

Sabes, meu irmão, que todo nome possui uma influência que se prende à alma daquele que o menciona. Por exemplo, se um homem repete várias vezes a palavra `morte´ , ele sentirá uma marca sobre sua alma em razão da menção deste nome, especialmente se persistir nela, e não há dúvida de que esta marca será diferente daquela que é experimentada com a menção das palavras `riqueza´, `glória´ ou `poder´.

Qualquer pessoa razoavelmente sensível terá consciência da influência sobre sua alma do nome que menciona; se admitimos isto, somos obrigados a crer que o Nome de Deus também produz uma influência sobre a alma como outros nomes o fazem, cada um deixando a marca particular que lhe corresponde. (...)”

Xeque Ahmad al-Alawi (1869-1934), citado em Mateus Soares de Azevedo, Mística Islâmica: atualidade e convergência com a espiritualidade cristã, editora Vozes, 2000, p. 105 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Duas citações de Gershom Scholem

“As formas particulares do pensamento simbólico em que a atitude fundamental da Cabala encontrou sua expressão podem significar pouco ou nada para nós (embora mesmo hoje nos seja por vezes difícil escapar à sua poderosa atração). Mas a tentativa de descobrir a vida oculta sob as formas externas da realidade e tornar visível aquele abismo em que se revela a natureza simbólica de tudo o que existe: esta tentativa é para nós tão importante hoje como o foi para os místicos antigos. Pois, enquanto a natureza e o homem forem concebidos como Suas criações, e tal é a condição indispensável para uma vida religiosa altamente desenvolvida, a investigação da vida oculta do elemento transcendente nesta criação constituirá sempre uma das preocupações mais importantes do espírito humano.” Gershom Scholem, Grandes Correntes da Mística Judaica, p. 38

Os hassidim consideraram, segundo parece, a magia efetuada pela aplicação das instruções encontradas, ou supostamente encontradas, no Sefer Ietzirá, como uma faculdade natural de que o homem é dotado dentro de certos limites. A Criação mesma, segundo este ponto de vista, é mágica, de ponta a ponta: todas as coisas nela vivem em virtude dos nomes secretos que nelas habitam. Desta forma, o conhecimento mágico não é uma perversão, mas um conhecimento puro e sagrado que pertence ao homem enquanto imagem de Deus.” Gershom Scholem, A Cabala e seu Simbolismo, p. 208

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Quatro palavras gregas











theós - deus

dîos - celeste, divino

àgathós - bom

hagios - santo, sagrado

Quatro palavras, todas valem 284.

284 forma com 220 o primeiro par da seleta classe dos números amigos.





O Retorno de Saturno

Um evento importante acontece ou pode acontecer na vida das pessoas entre os 28 e os 30 anos.

É a (primeira) volta de Saturno ao grau do Zodíaco em que estava quando a pessoa nasceu.

Possivelmente, quando Platão tinha cerca de 29 anos, ele presenciou o processo e condenação de Sócrates, evento dos mais marcantes na sua vida.

José do Egito tinha 30 anos quando se apresentou diante do faraó (Gênesis 41:46).

O Rei David começou a reinar quando tinha 30 anos (II Samuel 5:4)

Siddhārtha Gautama, o Buda, superprotegido pelos pais, segundo a tradição budista, descobriu a existência da dor e da doença apenas aos 29, começando aí sua busca pela iluminação, que conseguiu aos 35.

Jesus Cristo, o Divino Mestre, começou o seu ministério quando tinha cerca de 30 anos (Lucas 3:23).

Em tempos mais próximos, o mago mais controverso e influente do século XX, Aleister Crowley (1875-1947), segundo é contado, teve revelado em 1904 o Livro da Lei da tradição mágico-religiosa que fundou, nos três dias anteriores à volta de Saturno ao grau exato de Aquário em que estava quando nasceu.

Com o retorno de Saturno nos tornamos, pelo menos simbolicamente, definitivamente adultos. É uma boa ocasião para pedir a Deus, de todo coração, que apague todo mal que eventualmente exista na tábua de nossos destinos e nos permita identificar os melhores caminhos para nos realizarmos em harmonia com o plano divino para o mundo.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Pedido a uma Beleza se apagando

Muitos te amam porque tu és uma bela mulher e é fácil te amar assim.

Mas eu acredito que existe algo mais profundo e essencial em ti.

Algo divino, uma beleza que pode perdurar para sempre.

Beleza mais duradoura do que a das estrelas.

Queria que tu não a deixasses morrer.

Não a deixasses se apagar.

[18-jan-MMIX]

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Apologia da Poesia

Whoever, when he dies, leaves on paper a beautiful line of poetry has left the heavens richer and the earth too.” Fernando Pessoa

http://books.google.com.br/books?id=aKSPN3JWMFAC

domingo, 11 de janeiro de 2009

Salmo Segundo

sábado, 10 de janeiro de 2009

Anjo da Guarda

[33158] Iª q. 113 a. 4 co. Respondeo dicendum quod homo in statu vitae istius constitutus, est quasi in quadam via, qua debet tendere ad patriam. In qua quidem via multa pericula homini imminent, tum ab interiori, tum ab exteriori; secundum illud Psalmi CXLI, in via hac qua ambulabam, absconderunt laqueum mihi. Et ideo sicut hominibus per viam non tutam ambulantibus dantur custodes, ita et cuilibet homini, quandiu viator est, custos Angelus deputatur. Quando autem iam ad terminum viae pervenerit, iam non habebit Angelum custodem; sed habebit in regno Angelum conregnantem, in Inferno Daemonem punientem.

(...o homem, enquanto neste estado de vida, é como se estivesse numa estrada pela qual ele deve viajar para sua pátria. Nesta estrada o homem é ameaçado por muitos perigos de dentro e de fora, de acordo com o Salmo 141(:4) “Na senda em que ando, ocultaram-me um laço.” E então, assim como são designados guardiães para homens que têm que passar por uma estrada perigosa, também um anjo guardião é nomeado para cada homem enquanto ele for um peregrino. Porém, quando ele chega ao término da vida, ele já não tem um anjo da guarda; mas no reino ele terá um anjo para reinar com ele, ou no inferno um demônio para o castigar.)

São Tomás de Aquino

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Uma estrofe de Safo









Safo era considerada por Platão a “Décima Musa”.

O Hino a Afrodite (Fragmento 1) é certamente uma das poesias mais bonitas de todos os tempos.

A situação deplorável do meu coração neste momento me faz entender perfeitamente o sentimento da poetisa.

Gödel on God


“(...)Em seu teísmo, Gödel critica tanto os filósofos, aos quais censura por sua simpatia com o espírito do tempo, quanto as instituições religiosas: “Nos nossos dias, a maioria dos filósofos pensa que sua missão está em expulsar a religião dos espíritos, e age assim da mesma maneira que as piores igrejas.(...)Eu creio que há muito mais razão na religião – mas não nas instituições religiosas – do que em geral se costuma acreditar. (...) Por exemplo, segundo o dogma católico, o Deus pleno de bondade teria criado a maior parte da humanidade – ou seja, à exceção dos bons católicos – com o único propósito de enviá-la ao inferno por toda a eternidade”.

            O interesse de Gödel pela prova ontológica de Deus não é, de modo algum, uma manifestação de sua velhice: já em 1940 ele havia discutido com Carnap a possibilidade de uma teologia racional, com o objetivo de uma clarificação estrita para conceitos como “Deus”, “alma” ou “idéia”. Ao procurar uma prova puramente lógica para a existência de Deus, Gödel aborda uma questão que o preocupou durante toda a vida: como organizar a realidade em uma imagem racional geral? Uma carta a sua mãe, de 23 de julho de 1961, é instrutiva esse respeito: “(...)existe alguma razão para supor que o mundo seja organizado de maneira racional? Eu creio que sim, pois ele não é absolutamente nem caótico, nem arbitrário, mas ao contrário, reina nele por toda parte, como o mostra a ciência, uma grande regularidade e uma grande ordem. No entanto, a ordem é uma forma de razão. Como seria possível imaginar diferentemente? (...)”[Gianbruno Guerrerio, “Gödel, um tímido iconoclasta”em Scientific American Brasil: Gênios da Ciência 12. A vanguarda matemática e os limites da razão, p.66]

 

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Are you ready?

When the Pupil is ready the Master appears...

É bom não desprezar a promessa:

"E eu vos digo: pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á.

Pois todo aquele que pede, recebe; aquele que procura, acha; e ao que bater, se lhe abrirá."

(São Lucas 11:9-10)

A Verdade no Relâmpago

O instante paradoxal da iluminação é comparado nos textos védicos e upanixádicos a um relâmpago. Compreende-se Brahman subitamente, como um relâmpago (Kena Up., IV, 4, 4). “No relâmpago, a Verdade” (Kausitaki Up., IV 2. Sabe-se que a mesma imagem relâmpago/iluminação espiritual se encontra na metafísica grega e na mística cristã).” Mircea Eliade, Imagens e Símbolos, Ensaio sobre o simbolismo mágico-religioso, 1991, Martins Fontes, p. 72.